ESEC de Santa Bárbara
SP

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primeiros registros fotográficos

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José Carlos Garcia
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Bruno Möller
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Bruno Möller
pia-cobra
Bruno Möller
alegrinho
Bruno Möller

primeiros registros sonoros

Áreas de Observação

Estação Ecológica de Santa Bárbara

Trata-se de unidade de conservação de proteção integral situada no município de Águas de Santa Bárbara , Estado de São Paulo, com área de 2.712 hectares, cujos objetivos são “a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, a realização de pesquisa cientifica e o desenvolvimento de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e turismo ecológico”.

Embora seja quase totalmente ocupada por vegetação de Cerrado, a ESEC Santa Bárbara encontra-se em uma zona de contato entre este bioma e o da Mata Atlântica. Esse fato confere a esta unidade de conservação um valor adicional, pois essas zonas de transição são áreas de maior biodiversidade.

A vegetação de cerrado na ESEC distribui-se da seguinte maneira: o Cerrado Típico ocupa uma área de 1.109 hectares; o Campo Cerrado ocupa 225 hectares; o Cerrado Denso ocupa 327 hectares; o Cerradão ocupa 382 hectares e os campos úmidos (faixas de vegetação graminóide, de largura variável, que separam as florestas paludícolas dos campo cerrados e, as vezes, circundam nascentes e alcançam as margens dos córregos) ocupam 209 hectares.

Portanto, na ESEC, predominam “as fisionomias abertas, em que as árvores são pequenas e esparsas ou ausentes. Foi especialmente para proteger áreas representativas dessas fisionomias que a unidade foi criada, em 1984”.

A Floresta Estacional Semidecidual é assim distribuída: a floresta com amplitude altitudinal entre 600 m e 680 m, ocupa 23 hectares; as matas ciliares (Floresta Estacional Semidecidual Aluvial de inundação temporária) ocupam 20 hectares, e as matas paludícolas (Floresta Estacional Semidecidual Aluvial de inundação permanente) ocupam 129 hectares.

FAUNA

MASTOFAUNA: Há registros de 59 espécies, sendo 10 marsupiais, 09 roedores, 12 espécies de morcegos e 25 espécies de médios e grandes mamíferos. Destes últimos, servem de exemplo o lobo guará (Chrysocyon brachyurus), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o tatu-de-rabo-mole (Cabassous unicinctus), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a onca-parda (Puma concolor) e o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), este último na categoria de espécie criticamente ameaçada. Entre os mamíferos de pequeno porte, a incomum ocorrência de espécies de Gracilinanus ou mesmo Cryptonanus em simpatria e o registro de Cerradomys scotii, – espécie que consta na recente lista de espécies ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo, na categoria “Vulnerável” – e a grande quantidade de espécies para a área demonstram a importância que a Estação Ecologica de Santa Bárbara tem na preservação da biodiversidade de pequenos mamíferos para o Estado de São Paulo. Entre os mamíferos de médio e grande porte, a EEcSB merece destaque pelo fato de ser o último remanescente de vegetação natural no Estado de São Paulo onde há registro recente do veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), listado como Criticamente Ameaçado de Extinção para o Estado”.

AVIFAUNA

Segundo levantamentos utilizados para elaboração do Plano de Manejo, a avifauna da ESEC Santa Bárbara engloba pelo menos 206 espécies, sendo que 18 são consideradas ameaçadas de extinção no âmbito estadual e algumas delas a nível nacional. São elas: a ema (Rhea americana), a perdiz (Rhynchotus rufescens), a sanã-ocelada (Micropygia schomburgkii), a sanã-de-cara-ruiva (Laterallus cf. xenopterus), o beija-flor-de-bico-curvo (Polytmus guainumbi), o meia-lua-do-cerrado (Melanopareia torquata), a guaracava-de-topete (Elaenia cristata), o suiriri-do-cerrado (Suiriri suiriri), a maria-do-campo (Culicivora caudacuta), o galito (Alectrurus tricolor), a corruíra-do-campo (Cistothorus platensis), o caminheiro-grande (Anthus nattereri Sclater), o tiê-cinza (Schistochlamys melanopis), o tié-do-cerrado (Neothraupis fasciata), a bandoleta (bandoleta), a patativa (Sporophila plumbea patativa), o caboclinho-coroado (Sporophila bouvreuil pileata), o tico-tico-mascarado (Coryphaspiza melanotis) e o batuqueiro (Saltator atricollis).

“Ainda que não confirmada a identificação taxonômica, durante os levantamentos, foram registrados indícios da ocorrência de Laterallus xenopterus, espécie registrada anteriormente no Paraguai. Esta é uma espécie raríssima, pouco conhecida e considerada ameaçada tanto na lista estadual quanto na internacional, cujo registro de ocorrência para o Estado de São Paulo se baseia num único exemplar encontrado morto em linha férrea no município de Itirapina por Willis (Willis & Oniki, 2003). São necessários mais dados para confirmar sua presença na E. Ec. de Santa Barbara”.

Ao lado dessas raridades, na área da ESEC, também vivem espécies de larga distribuição pelo Estado de São Paulo, tais como a pomba-asa-branca (Patagioenas picazuro), a gralha-picaça (Cyanocorax chrysops), o sabia-barranco (Turdus leucomelas), o sanhaçu-cinza (Thraupis sayaca), a saira-cabocla (Tangara cayana), o soldadinho (Antilophia galeata) e a gralha-do-cerrado (Cyanocorax cristatellus).

Na parte introdutória do tópico DECLARAÇÃO DE SIGNIFICÂNCIA do Plano de Manejo da U.C. é afirmado que “A Estação Ecológica de Santa Bárbara preserva amostra significativa de Cerrado em sua zona marginal de ocorrência ao sul do pais, sendo, portanto, fundamental para a conservação e o desenvolvimento de pesquisas sobre este bioma. Por preservar fisionomias campestres e savanicas do Cerrado, a EEcSB adquire status de alta relevância no âmbito do Estado de São Paulo, uma vez que essas fisionomias estão muito mal representadas no sistema estadual de unidades de conservação e praticamente extintas em todo o estado. A existência de amplas áreas de campo úmido, campo cerrado e cerrado típico possibilita a existência de espécies raras, tanto da flora quanto da fauna, muitas delas consideradas ameaçadas de extinção”.

História

A Estação Ecológica de Santa Bárbara foi criada pelo Decreto Estadual nº 22.337, de 07 de junho de 1984, sendo certo que a área da ESEC foi desmembrada de uma área maior que constituía a Floresta Estadual de Santa Bárbara do Rio Pardo, criada por desapropriação da Fazenda Santana pelo Governo do Estado de São Paulo através do Decreto Estadual nº 44.305 , de 30 de dezembro de 1964.

Infra-estrutura

Na página mantida pelo Instituto Florestal na internet não é especificado se existe infra-estrutura para visitação, mas no Plano de Manejo consta que há uma sede administrativa no local.

“A administração da Unidade de Conservação dista 06 km do centro da cidade de Águas de Santa Bárbara e não há linha regular de transporte até o local. Por outro lado, o acesso a sede da unidade a partir do trevo da Rodovia Castelo Branco com a SP 261 (que liga Avaré a Lençóis Paulista) é fácil até mesmo para pedestres, pois são apenas 2.350 m (estrada não pavimentada, embora seja rodovia estadual)”.

Essa página ainda menciona, no item turismo, as atividades “caminhadas” e “observação de fauna e flora”.

Não há informações sobre a existência na área da ESEC de hospedagem, alimentação e outros serviços, os quais poderão ser obtidos na Estância Hidromineral de Águas de Santa Bárbara.

Últimos registros fotográficos

Últimos registros sonoros

Referências

INSTITUTO FLORESTAL - PLANO DE MANEJO DA ESEC SANTA BÁRBARA

http://www.iflorestal.sp.gov.br/Plano_de_manejo/eec_santa_barbara/Plano_de_Manejo_EEc_Santa_Barbara.pdf

INSTITUTO FLORESTAL

http://www.iflorestal.sp.gov.br/areas_protegidas/index.asp